

Alzheimer....experiencia dramática, que estou vivendo com minha mãe!
Doença terrível !
Sei que é só o começo de muita tristeza, ver uma pessoa saindo da realdade, dia a dia.
Que coisa terrível, uma pessoa passar a ser ninguem, um enigma.
Aos poucos seu universo vai se reduzindo....nota-se uma angustia, às vezes um distanciamento, ao mesmo tempo que parece tentar participar.Mas...sabe que não consegue.
Ela não sabia que era seu aniversário...Porém quando se pergunta quem faz anos no dia 23 de agosto, ela sabe que é seu dia.
Desculpa-se dizendo que não olhou o calendário hoje.
Muda rapidamente de assunto , como se lhe fossem cobrar outras lemranças impossíveis.
De todos os netos, pergunta seguidamente das minhas filhas.
Volta a perguntar segundos depois a mesma coisa.
De novo, de novo, de novo!
Seu bom humor e sua candura permanecem com ela, ainda.
Passou a fase de perguntar se estava ficando louca, sentindo-se muito "esquecida".
Simplesmente alienou-se, canta quando o assunto é chato, ou lhe cobram muito.
Moro longe, minha participação resume-se a visitas eventuais.
Meu coração volta apertado, apesar da certeza de que ela não sofre.
Mas...cuidá-la e acompanhá-la diariamente é uma angústia muito grande.
O marido que passou uma vida tão voltado pra si, com a desculpa de estar trabalhando e trazendo o sustento da familia, hoje se vê perdido.
Não sabe ajudar, apesar de muitas vezes mostrar boa vontade. Mas ...não aceita!
Não acredita que isso possa estar acontecendo com ele, e a revolta e depressão tomam conta.
Ontem uma casa cheia de alegria, boa comida e netos, tornou-se um lugar muito triste.
Ela tem a idéia fixa de sair de casa, não admite ficar em casa.
Quer passear de carro,sempre.
Quando está voltando, e avista a casa, pergunta : só? não dá para dar mais uma voltinha?
E triste demais ver a pessoa abandonando seus bons modos, seus cuidados pessoais, num isolamento total, num nada!
Está engordando muito, quer comer doces, balas, sorvete, faz isso sempre.
Esconde balas dentro da roupa, para te-las sempre.
É muito triste falar nisso, mas é um aprendizado que nunca pensei passar.
Quando a vejo, tento aproveitar o pouco da minha mãe que ainda resta naquele olhar.
Busco assuntos, mas ela é objetiva, não consegue ir muito adiante.
No telefone, as poucas vezes que atende, ainda reconhece minha voz, mas logo chama o marido para falar comigo.
Exatamente o contrario do que ocorreu a vida toda.
Ele atendia e imediatamente dizia: queres falar com tua mãe? não tinha paciencia nem assnto.
Então eu e ela conversavamos bastante.
Que saudade!
Sinto que ela não existe mais!
Está ali, mas longe demais.
Não é a minha mãe! É um pouco que sobrou, pouca coisa resta.
Estou preparada para ve-la entrar cada vez mais na sua fantasia no seu mundo, no seu isolamento.
Não mereces sofrimento, mãe!
Por tudo que foi tua vida!
Confio em Deus!!
Doença terrível !
Sei que é só o começo de muita tristeza, ver uma pessoa saindo da realdade, dia a dia.
Que coisa terrível, uma pessoa passar a ser ninguem, um enigma.
Aos poucos seu universo vai se reduzindo....nota-se uma angustia, às vezes um distanciamento, ao mesmo tempo que parece tentar participar.Mas...sabe que não consegue.
Ela não sabia que era seu aniversário...Porém quando se pergunta quem faz anos no dia 23 de agosto, ela sabe que é seu dia.
Desculpa-se dizendo que não olhou o calendário hoje.
Muda rapidamente de assunto , como se lhe fossem cobrar outras lemranças impossíveis.
De todos os netos, pergunta seguidamente das minhas filhas.
Volta a perguntar segundos depois a mesma coisa.
De novo, de novo, de novo!
Seu bom humor e sua candura permanecem com ela, ainda.
Passou a fase de perguntar se estava ficando louca, sentindo-se muito "esquecida".
Simplesmente alienou-se, canta quando o assunto é chato, ou lhe cobram muito.
Moro longe, minha participação resume-se a visitas eventuais.
Meu coração volta apertado, apesar da certeza de que ela não sofre.
Mas...cuidá-la e acompanhá-la diariamente é uma angústia muito grande.
O marido que passou uma vida tão voltado pra si, com a desculpa de estar trabalhando e trazendo o sustento da familia, hoje se vê perdido.
Não sabe ajudar, apesar de muitas vezes mostrar boa vontade. Mas ...não aceita!
Não acredita que isso possa estar acontecendo com ele, e a revolta e depressão tomam conta.
Ontem uma casa cheia de alegria, boa comida e netos, tornou-se um lugar muito triste.
Ela tem a idéia fixa de sair de casa, não admite ficar em casa.
Quer passear de carro,sempre.
Quando está voltando, e avista a casa, pergunta : só? não dá para dar mais uma voltinha?
E triste demais ver a pessoa abandonando seus bons modos, seus cuidados pessoais, num isolamento total, num nada!
Está engordando muito, quer comer doces, balas, sorvete, faz isso sempre.
Esconde balas dentro da roupa, para te-las sempre.
É muito triste falar nisso, mas é um aprendizado que nunca pensei passar.
Quando a vejo, tento aproveitar o pouco da minha mãe que ainda resta naquele olhar.
Busco assuntos, mas ela é objetiva, não consegue ir muito adiante.
No telefone, as poucas vezes que atende, ainda reconhece minha voz, mas logo chama o marido para falar comigo.
Exatamente o contrario do que ocorreu a vida toda.
Ele atendia e imediatamente dizia: queres falar com tua mãe? não tinha paciencia nem assnto.
Então eu e ela conversavamos bastante.
Que saudade!
Sinto que ela não existe mais!
Está ali, mas longe demais.
Não é a minha mãe! É um pouco que sobrou, pouca coisa resta.
Estou preparada para ve-la entrar cada vez mais na sua fantasia no seu mundo, no seu isolamento.
Não mereces sofrimento, mãe!
Por tudo que foi tua vida!
Confio em Deus!!
Nenhum comentário:
Postar um comentário