Depois de muita conversa ele aceitou sair e vir almoçar em minha casa.
Vejo a cada dia sua vitalidade se esvaindo...
Cada vez mais fraco, mais entregue, mais sem esperança, mais temeroso, mais carente....
Quer ficar só?
Não!
Ele também não sabe.
Não consegue dizer o que lhe faz bem. !
Vê o final da vida se aproximando a passos largos.
Supervaloriza cada pequena dor, como se aquela, fosse a que veio para levá-lo para sempre.
No fundo , em minhas deduções, acordou para viver melhor velhice, quando jé era tarde.
A doença da mãe o pegou de surpresa.
Ele não aceita, no fundo, porque não teve tempo de ser o que gostaria, de fazer o que podia.
Hoje sente-se impotente diante da doença e da vida.
Então desanima...
Companhia dos filhos?
Ele quer e cobra, porém na casa dele.
Nervoso e controlador ainda é sua caracteristica principal.
O que fazer?
Como ajudar, sem ficar pior do que ele?
Parabéns pai!
Mais um ano de vida.
Tu que desde os 50 anos, de quando me lembro, dizias que estavas no fim....
Quantos médicos, remedios, exames, reclamações, somatizações...
A vida passando.....
Vê quanto tempo desperdiçado.
Fazer o que?
O que fazer?
Deus te ilumine!
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